21 de fev. de 2012

UM DIA...


Um dia eu acordei e vi que gastei dinheiro que não tinha para agradar pessoas que não mereciam;
Um dia eu acordei e vi que não deveria ter feito aquela viagem;
Um dia eu acordei e vi que não deveria ter dito certas coisas;
Um dia eu acordei e vi que criei expectativas demais;
Um dia eu acordei e vi que ninguém muda ninguém;
Um dia eu acordei e vi que as pessoas estão onde devriam estar;
Um dia eu acordei e vi que estou arrependida de ter feito certas coisas;
Um dia eu acordei e vi que o príncipe virou sapo, ou melhor sempre foi é que eu estava dormindo demais para perceber... Pois é acordei, pois a vida continua...

15 de fev. de 2012

MOMENTO ESTRAGA PRAZER


Sabem quem são verdadeiros estraga pazeres?
Pessoas sem educação que jogam papel na rua ou na calçada em vez de jogar no lixo;
Pessoas que gritam em vez de falar;
Pessoas que não escutam e só falam, falam, falam;
Pessoas que são negativas e que não conseguem enxergar um lado positivo em nada;
Pessoas que vivem com a cara fechada e não dão um sorriso;
Pessoas que não dão bom dia, não dizem obrigado e por favor;
Pessoas que brigam no trânsito e não dão passagem para o pedestre;
Pessoas que acham bonito falar palavrões;
Pessoas que não respeitam a vaga para deficientes e idosos;
Pessoas que sempre querem levar vantagens;
Pessoas que levam a vida muito a sério;
Pessoas que se acham donas da verdade;
Pessoas que não se amam e não conseguem amar o próximo;
...
Enfim, a lista aqui é enorme e eu ficaria a noite toda digitando..
Por isso, acredito que eu não sou tão estraga prazer assim.

8 de fev. de 2012

ONZE MESES

E aqui já se vão onze meses sem você, às vezes, eu paro, fico olhando suas fotos e penso: "Meu Deus, parece que é mentira". Confesso que ainda não nos acostumamos com sua ausência. Os meninos principalmente, pois não querem falar e nem ver as fotos. Confesso que tenho tanta vontade de ver você chegando do serviço, sempre alegre e disposto. Confesso que morro de vontade de comer o arroz doce, o biscoito, o doce de leite e o pão de queijo que você fazia. Confesso que sinto falta da sua disposição ao domingos sempre disposto a receber os amigos. Confesso que tenho vontade de te ver na cadeira do papai assistindo os filmes de faroeste que você tanto gostava. Confesso que sinto falta da sua alegrias quando seus irmãos ligavam para saber as novidades. Confesso que sinto falta das suas risadas e corujices com as artes e desocbertas da Julia. E confesso que queria que você estive aqui para presenciar essa reforma e tudo mais que está por vir nos próximos meses... Mas, o que me conforta é ter a certeza de que onde você estiver agora está olhando e orando por nós. Muitas Saudades!!!

4 de fev. de 2012

QUERO UM AMOR DE VOLTA

É possível termos convivido mais de sete anos com uma pessoa e de uma hora para outra sentirmos que essa pessoa nunca fez parte da nossa vida? Pois é, às vezes, eu tenho essa sensação... Convivi alguns anos com uma pessoa... Foram dias, meses e anos de muito amor, carinho, respeito, amizade, aprendizado, descobertas, partilhas, lágrimas, sorrisos, declarações, elogios, críticas... Enfim, momentos marcantes e inesquecíveis e o passar do tempo e o consequente afastamento vão tirando essas lembraças de mim. Eu não quero. Não quero ter esse espaço de sete anos vazio na minha vida. Quero de novo a lembrança e o sorriso. Quero de novo a sensação de ter feito parte da vida de alguém e alguém da minha. Quero de novo a sensação de ter sido importante para alguém e alguém importante para mim. Quero de novo a sensação do frio na barriga...Quero de novo a sensação de amar e ser amada... É pedir muito?

2 de fev. de 2012

DELÍRIOS



Já usei roupa nova,
Já usei roupa velha,
Já usei roupa social,

Já usei roupa esporte,
Já usei roupa casual,
Já usei roupa da minha mãe,
Já usei roupa do meu pai,
Já usei roupa emprestada,
Já usei roupa comportada,
Já usei roupa provocante,
Já usei roupa preta,
Já usei roupa branca,
Já usei roupa colorida,
E também já usei uniforme...


Agora, quando estou em casa, não há vestimenta melhor do que aquele shortinho surrado e aquela blusinha velha que eu sempre prometo que vou dar e nunca dou...

15 de jan. de 2012

OS OPOSTOS SE DISTRAEM


Hoje não vou postar o "momento estraga prazer", mas sim um texto que escrevi há um ano e continua mais atual do que nunca.

Ela de cá. Ele de lá.
Em um belo dia encontraram-se logo pela manhã. Ele propôs: “Fica aqui e me dá um filho?” Ela se esquivou: “Eu não quero ter filhos”.

Ele mora no sítio. Acorda cedo. Tira leite das vacas. Cuida dos porcos e bezerros, alimenta as galinhas. Arruma a roda d’água. Está sempre disposto a ajudar os amigos e vizinhos. É um homem lindo e galanteador. Quer casar e ter filhos.


Ela, também do interior. Aos 17 anos foi para uma grande metrópole e há 18 anos que vive no caos da cidade grande. Ela escreve para duas revistas. Frequenta algumas baladas. Viaja. Sempre namora caras que não querem se casar. Faz terapia. Deseja conhecer a Europa e é feliz.

À noite eles voltaram a se encontrar. Ele a levou para jantar, ligou numa rádio local, ofereceu uma música para ela e foi muito gentil. Ela, encantada com tanta gentileza e preocupada por ter saído sem os documentos e não ter usado o sinto de segurança, detalhes da cidade grande.

No outro dia ele voltou para a rotina do sítio e ela para o caos da capital. Por alguns meses se falavam quase todos os dias e cada ligação durava quase uma hora. Falavam sobre os afazeres, música, ditados populares, poesias, animais, aventuras passadas... Faziam-se elogios e declarações.

Ele dizia para ela: “Transforma para eu me apaixonar por você. Quero uma mulher tropeira, que monte, que lace. Que crie porcos. Que cuide dos bezerros. Que tire o leite das vacas. Que me ajude. Que me dê um filho e me faça feliz”.

Ela dizia para ele: “Quero um homem que me ame de verdade do jeito que eu sou. Um homem honesto, trabalhador e inteligente. Que goste de cinema e teatro. Que goste de passear no parque e viajar. Que case comigo e me faça feliz”.

Apesar da distância, eles tentavam ficar juntos e em alguns feriados ou finais de semana, encontravam-se e distraíam-se. A química entre dois era ótima. Conversavam e davam muitas risadas juntos. Mas com o passar do tempo a monotonia do sítio e da cidade acabou distanciando os dois e cada um acabou voltando para a rotina da sua realidade.


Provavelmente ele ainda aguarda a tão sonhada mulher tropeira e ela aguarda o tão sonhado homem da sua vida. E assim também devem ter chegado à seguinte conclusão: “os opostos não se atraem, apenas se distraem”.



8 de jan. de 2012

DEZ MESES


Confesso que esse último mês tem sido difícil para mim, pois as lembranças daquele fatídico dia 08 março não saem da minha cabeça e acredito que para todos em casa também. Primeiro foi aquela sensação de que estava faltando algo com a proximidade das festas de Natal e Ano Novo. E realmente estava. Faltava a sua alegria e questão de estar sempre presente na celebração do Natal; Faltava sua preocupação e disposição para fazer o almoço das famílias carentes; Faltava seus cuidados com as compras para a ceia para que nada faltasse; Faltava a sua energia e alegria preparando tudo para irmos para o Paraná passar o Ano Novo com os tios e primos; Enfim, faltava a sua presença. Como a vida muda tão rápido. No ano passado estávamos todos juntos e alegres. E lá no Paraná  fazíamos planos para o próximo Ano Novo e nem poderíamos imaginar que três meses depois você não estaria mais aqui. Pois é, o Ano Novo chegou e passamos sem você. Quero dizer, sem a sua presença real, pois de uma maneira ou de outra temos a certeza de que você esteve presente. No brinde, nas orações, nos cumprimentos dos amigos e nas lembranças que serão eternas. Muita Saudade!!!